• É a “praia de Santo Amaro” a 94 km de Salvador, na região do recôncavo baiano, interior da Baía de Todos os Santos, o município fica próximo à foz do rio Paraguaçu e por isso tem uma paisagem rica e variada, com praias, falésias, áreas de manguezais, mata atlântica, rios e cachoeiras.
• A principal fonte de renda da população vem da pesca artesanal, atividade masculina, e da mariscagem, atividade feminina.
• Os artesãos estão em Associação, que tem inclusive loja para apoiar a escoamento dos seus produtos.
• O dia das mulheres de Saubara é ritmado pelas marés e suas horas dividem-se entre suas duas ocupações principais: o artesanato e a mariscagem. Isso porque é o movimento das águas que definem a possibilidade de coleta dos mariscos, enquanto a renda ou o trançado completam o dia de trabalho. Sendo assim o artesanato, como renda de bilro e trançado de palha, são atividades complementares realizadas nas horas vagas, que garantem renda extra às artesãs.
• Cada qual com suas características individuais, utilizando matéria prima e técnicas diversas, conservam em comum o fato de serem ambas ocupações femininas, domésticas e passadas de mãe para filha e sendo assim a geração de renda está intimamente costurada à valores afetivos.
• O Trançado de Palha é tradição herdada das índias Tupinambás, antigas habitantes da região, trabalha com a palha seca da palmeira de Ouricuri ou licuri, em produtos diversos como bolsas, mocós, chapéus, esteiras e utilitários domésticos.
• O desmatamento para loteamentos e pastagens, tem reduzido o número de palmeiras e dificultado o acesso das artesãs à matéria prima essencial para a produção.
• Já a Renda de Bilro, de herança portuguesa, a técnica de tecer com bilros instalou-se no território há mais de quatro séculos.
• A localidade e seus artesanatos têm apoios de redes como Artesol, Redebts (Associação de Artes) Ômi Rendero (Sinl Cardoso) e até de grandes empresas da região como a Ferbasa. Assim como iniciativas “públicas”, com apoio do Sebrae, no programa Bahiarte, em parceria com o antigo Instituto de Artesanato Mauá e a forte na região, a Associação Movimento João de Barro.
• Assim como seminários, palestras e consultorias de associativismo, ações que atualizaram as técnicas tradicionais, propondo a otimização do uso da matéria prima, acabamento diferenciado, novos produtos, além de trabalhar também em estratégias de gestão e venda.