O colar de mesa é um acessório que ajuda a compor o ambiente, adicionando volume, textura e charme. É feito artesanalmente com o uso de diversos materiais, como contas, madeira, cerâmica sementes e linhas.

Apesar do nome, esse acessório pode sair da mesa para decorar a parede, criando movimento, ou vasos de plantas dando um toque especial.

Fizemos a curadoria de alguns modelos para inspirar você!

Pra fechar com chave de ouro, algumas das peças que encontramos em Maragogipinho, na Bahia.

A arte popular é um tema de forte expressão estética, mas, antes de tudo, é guardiã das raízes de uma região e de seu povo. É a manifestação de identidades e o reconhecimento étnico que imprime um valor patrimonial imensurável.

Além do valor sociocultural, a atividade possui relevante valor econômico e é responsável pela geração de renda de milhares de famílias e trabalhadores. Bordados, carpintaria, cerâmica, cestaria, costura, papietagem, renda, tapeçaria, tecelagem, entre outras tipologias, unem tradição e inovação, numa intrincada rede de influências e origens.

O Instituto Mandarina viajou por muitos lugares da Bahia para ver de perto a sua produção artesanal e conhecer a comunidade de profissionais que ali trabalham mantendo viva esse bem material e cultural do nosso país. Vem com a gente nesse tour!

Baía de todos-os-santos – Tradição da cerâmica Aratu e da miscigenação cultural, por mãos afro-brasileiras, aqui são produzidas rendas de bilro, bordados em richelieu, cerâmicas moldadas a mão e miniaturas de saveiros. Com o maior centro oleiro de cerâmica utilitária da América Latina, Maragogipinho.

Litoral Norte – Marisqueiras e pescadores transformam a palha da piaçava em esteiras e bolsas multicoloridas que contrastam com a cerâmica de Rio Real. O bordado em redendel de Inhambupe e renda de bilro de Dias D’ávila trazem a delicadeza das mãos femininas.

Chapada Diamantina – Nascidas da corrida pelo ouro e diamante, cidades tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mantêm tradições como o crivo rústico de Rio de Contas. Em Andaraí, o colorido da Festa do Divino se traduz em bordados multicoloridos, fé que se expressa também pelas mãos de seus mestres santeiros. Pedras se tornam preciosas pelo trabalho dos lapidadores e escultores. Morro do Chapéu representa a beleza de sua flora em sofisticados fuxicos de retalhos.

Norte da Bahia – À margem do Rio São Francisco, artistas traduzem a beleza árida da caatinga em produtos do cotidiano. A palmeira do licuri simboliza a força, matéria-prima de trançados variados e alimento das araras azuis. Mulheres guerreiras, da cadeia do sisal, unem cânticos à produção artesanal. Redes de dormir embalam a tradição indígena. A culinária guarda o sabor especial das panelas de barro moldadas a mão e queimadas em fornos de telhas.

Costa do Dendê – Praias e ilhas cercadas por manguezais e a Mata Atlântica com balneários multiculturais e comunidades quilombolas que a partir das palmeiras, como o dendê, a piaçava e o coco-da-baía, produzem biojoias e trançados afro-baianos. A fertilidade do Vale do Rio Jiquiriçá proporciona os trançados em fibra de bananeira e cipó e, mais ao sertão, revela a cerâmica utilitária de Itatim e dos trançados em fibra de licuri em Santa Terezinha e Iaçu.

Costa do Cacau – Histórias e tradições expressadas através de santeiros barrocos, que moldam argila, bordadeiras e bonequeiras, reproduzem a fauna e a flora, como o mascote da região, o mico-leão-dourado. São João da Panelinha reúne artistas que aproveitam os recursos da Mata Atlântica de forma sustentável, produzindo artefatos utilitários com cocos e madeiras.

Costa do Descobrimento – Multicultural e internacional, diversos artesanatos convivem com a resistência e cultura indígena, pataxó, adornos corporais com sementes, instrumentos musicais e objetos do cotidiano, influenciando também o interior da região, que emprega matérias-primas nativas em composições contemporâneas.

Sudoeste – A cultura do algodão, na agricultura familiar e sua produção doméstica, da plantação da semente à tecelagem, passando pelo bordado e pelo macramê. Bordados e rendas lembram a produção artesanal dos sequilhos e biscoitos. Moringas e panelas produzidas em Condeúba são usadas na cozinha regional. Finos trançados de ginete em Boa Nova tornam mais floridas as tramas regionais.

Oeste – Os buritis, a romaria de Bom Jesus da Lapa e a beleza da cidade de Barra, unidas pelo Rio São Francisco, revelam trançados de fibras e cerâmicas figurativas, que expressam a fé. As figuras de proa das embarcações do Velho Chico, as carrancas do Mestre Guarany, representam a cultura ribeirinha, que emprega potes e moringas de produção regional para armazenamento da água. As cantigas das festas estão também presentes nos bordados multicoloridos do município de Santa Rita de Cássia.

Pela primeira vez, a COP 30 será realizada no Brasil, nos dias 06 e 07 de novembro de 2025, em Belém do Pará. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é considerada um dos principais eventos do mundo, onde líderes mundiais, cientistas, ONGs e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as alterações climáticas.

Sendo uma cidade brasileira a sede do encontro, a filantropia regional deve liderar debates significativos, passando por assuntos complementares e de grande importância para os planos de mudança. São eles:

Fortalecimento da democracia – Ampliar o entendimento sobre o tema e promover acordos e preservação do Estado Democrático de Direito.

Avanço da equidade – Promover a equidade de grupos minoritários, visibilizando exemplos concretos e diversidade.

Desenvolvimento sustentável – Promover a mudança de hábitos de consumo e redução de desmatamento.

Cultura de doação – Ampliar o conceito de doação para além do financeiro e aprofundar o debate sobre diferentes culturas de doação.

Como anfitriões do evento, nós, brasileiros, nos vemos diante da oportunidade de ocupar um lugar de protagonismo. Especialmente quando a Conferência será realizada onde encontra-se uma das maiores riquezas do país e do mundo: a Amazônia, um território ávido por preservação.

Belém do Pará irá receber mais de 50 mil pessoas, incluindo líderes mundiais e indígenas da região, que terão maior visibilidade para desenvolver diálogos onde sua cultura de preservação e as florestas estejam no centro dos debates.

Para um evento dessa magnitude, reformas estão sendo feitas na cidade, no entanto, é preciso atenção para que a reestruturação não gere impacto negativo no meio ambiente, indo de encontro justamente ao propósito da Conferência, o de preservação da natureza e o compromisso com a sustentabilidade.