O Instituto Mandarina recebe, pelo terceiro ano consecutivo, o reconhecimento de sua trajetória: o Prêmio Empresas DuBem, agora na categoria ouro, concedido pelas Obras Sociais Irmã Dulce, em evento realizado ontem, dia 6, na Casa do Comércio, em Salvador.

A iniciativa da premiação reforça a importância do impacto contínuo do trabalho realizado pelo Mandarina, especialmente por meio do apoio ao “Adote Uma Turma” e da produção artesanal desenvolvida no CESA (Centro Educacional Santo Antônio). Projetos que contribuem diretamente para a educação das nossas crianças e para a autonomia financeira de suas famílias através do incentivo à geração de renda.

Mais do que um reconhecimento pontual, essa conquista reafirma o compromisso do Instituto Mandarina com a transformação social, a valorização da cultura e o desenvolvimento sustentável de comunidades. É também um reflexo da consistência de um trabalho que, ano após ano, amplia seu alcance e aprofunda seus vínculos com a causa, além de evidenciar a seriedade do trabalho realizado pelas Obras Sociais Irmã Dulce e por toda a sua equipe.

3% do seu IR pode ir para as Obras Sociais Irmã Dulce:

Os recursos arrecadados na campanha “O Leão é amigo de Irmã Dulce” serão destinados ao projeto de aquisição de equipamentos e mobiliários do Centro de Geriatria e Gerontologia das Obras Sociais Irmã Dulce. O centro atende mais de 3 mil pacientes mensais e abriga 54 moradores permanentes, que recebem assistência integral e totalmente gratuita.

Com o apoio nesta campanha, através da doação de 3% do Imposto de Renda da pessoa física, as Obras Sociais Irmã Dulce poderá qualificar ainda mais a infraestrutura e o cuidado oferecido a esses pacientes, garantindo mais conforto, saúde e qualidade de vida aos nossos idosos.

“Quando cada um faz um pouco, o pouco de muitos se soma” – Irmã Dulce

Poucos lugares expressam tão bem a alma de uma cidade quanto a Feira de São Joaquim. Localizada na Cidade Baixa, em Salvador, o comércio popular é um lugar de memória, cultura e identidade, onde tradições atravessam gerações e pulsam no cotidiano.

Caminhar pela feira é como entrar num outro universo. Os cheiros, as cores, os sons e os sotaques se misturam em uma experiência que vai além da compra e venda. Cada barraca conta uma história. E, entre frutas, ervas, temperos e objetos religiosos, o artesanato ocupa um lugar especial como expressão dessa herança cultural.

O artesanato da Feira de São Joaquim carrega a força das matrizes africanas e indígenas que formam a cultura baiana. Cestos de palha trançada, esculturas em madeira, cerâmicas, colares de contas e objetos ligados às religiões de matriz africana são alguns dos elementos que compõem esse cenário.

A feira também cumpre um papel essencial na economia local. Muitos artesãos e comerciantes dependem diretamente desse espaço para garantir sua renda, mantendo vivas técnicas tradicionais que poderiam se perder com o tempo. Ao valorizar o que é feito ali, fortalecemos toda uma cadeia de saberes e histórias.

Visitar a Feira de São Joaquim é um convite à observação profunda e à apreciação de uma cultura que se manifesta de forma visceral. Para o Instituto Mandarina, olhar para espaços como esse é reconhecer de pessoas que constroem diariamente narrativas de identidade através da preservação da sua identidade.

O passeio pela feira não termina quando se vai embora: permanece na memória, nos objetos levados e na consciência de que valorizar o fazer com as mãos é também preservar modos de vida.

O Instituto Mandarina mergulhou em uma experiência sensorial e cultural no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC): a exposição e feira Origem – Artesanato de Matriz Indígena, em parceria com o Artesanato da Bahia.

Mais do que uma mostra de objetos, o evento foi uma celebração aos saberes e fazeres dos povos originários de diversas regiões da Bahia. A abertura, marcada por ritos de dança e canto, reforçou o convite para o que encontraríamos nos pavilhões do museu.

Caminhar pela exposição foi um reconhecimento de parte essencial da identidade do nosso estado. Artesanatos em palha, cerâmicas, acessórios e esculturas não são apenas itens decorativos. São histórias contadas através de cada detalhe.

A exposição Origem destaca-se pela curadoria que une o artesanato e design, posicionando a produção indígena também como arte contemporânea. As peças apresentadas refletem a cosmologia de diferentes etnias, utilizando matérias-primas sustentáveis e técnicas milenares que dialogam diretamente com os conceitos de preservação e economia criativa que sempre citamos.

Encontros que educam:

Um dos pontos altos da nossa visita foi o encontro com Jacarandá, do povo Tupinambá de Olivença. Em uma conversa inspiradora, ele nos apresentou, com muita abertura e gentileza, o livro que lançou junto com a sua companheira, no qual reuniram narrativas de professores indígenas.

“Esse livro é a narrativa de professores indígenas. Eu e minha companheira fizemos esse livro, mas são todos professores indígenas, porque é educação indígena para não indígena. Pode preparar: gente Tupinambá raiz”, compartilhou Jacarandá.

Para encontrá-lo, siga o perfil @tupinambaraiz no Instagram.

Um projeto literário que traz a importância da educação como ferramenta de desconstrução de estereótipos, permitindo que a cultura originária seja vista a partir de suas próprias vozes.

Para o Instituto Mandarina, apoiar e valorizar a cultura indígena é mais do que um compromisso institucional. É um exercício de profundo respeito e admiração por nossa ancestralidade. Ao darmos visibilidade a iniciativas como a Feira Origem, reafirmamos que o reconhecimento das nossas raízes são os pilares para um futuro mais justo e consciente.