Nascido em Salvador, em 1948, o artista plástico, cenógrafo e designer J. Cunha, ainda na infância, viu as fronteiras entre o candomblé e o catolicismo se diluírem na prática das ações de fé. Contexto que gerou ideias e a criação de símbolos que transformaram a iconografia baiana em uma linguagem universal, unindo raízes africanas, indígenas e populares.

As estampa do Ilê Aiyê – Por 25 anos, J. Cunha foi o responsável por criar a identidade visual do “Mais Belo dos Belos”, o Ilê Aiyê. Suas estampas icônicas codificaram o orgulho negro em tecidos, transformando o vestir em um manifesto visual de resistência e beleza.

Encontramos um e-book gratuito que celebra a trajetória de J. Cunha e sua colaboração com a identidade visual do Carnaval de Salvador.

A obra foi desenvolvida em parceria entre a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Fundação Cultural Palmares, editada pela Edufrb e pelo Selo Editorial Anjo Negro.

Para baixar gratuitamente, basta clicar aqui.

Como artista multifacetado, J. Cunha moldou o imaginário brasileiro . Um exemplo vivo de como a cultura é motor de transformação e a estética autêntica nasce da conexão com as nossas raízes. Sua obra continua pulsando como um símbolo de pertencimento e soberania cultural. Valores que o Instituto Mandarina se identifica, apoia e admira esse movimento.

Já imaginou visitar, no mesmo dia, duas exposições de artistas brasileiros com reconhecimento internacional, em museus bem próximos um do outro, em Salvador? Foi isso que aconteceu.

No Museu de Arte da Bahia, a exposição de uma das artistas brasileiras mais valorizadas no mundo! Beatriz Milhazes constrói suas obras a partir de camadas, colagens e padrões. Círculos, arabescos e cores vibrantes criam composições que lembram carnaval, natureza e ritmo. Elementos que dialogam com a estética e a energia da Bahia.

A exposição “100 sóis” reúne diferentes fases da artista e inclui trabalhos pensados especialmente para esse contexto, como obras que dialogam diretamente com suas referências culturais.

Do outro lado da rua, Vik Muniz está no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, com a ampla exposição “A Olho Nu”. O que vemos na parede é uma fotografia, mas por trás dela existe uma construção manual e minuciosa, que nos leva a reflexão sobre imagem, valor e percepção.

Vik constrói imagens com materiais inusitados: lixo, miniaturas e até chocolate!

Ter acesso gratuito a essas obras, em Salvador, é fascinante! E não é algo simples de fazer: envolve curadoria, logística, investimento e articulação global. Um movimento que posiciona a Bahia como protagonista no circuito cultural.

Um convite para viver a arte de perto e reconhecer a potência da nossa terra.