Já imaginou visitar, no mesmo dia, duas exposições de artistas brasileiros com reconhecimento internacional, em museus bem próximos um do outro, em Salvador? Foi isso que aconteceu.

No Museu de Arte da Bahia, a exposição de uma das artistas brasileiras mais valorizadas no mundo! Beatriz Milhazes constrói suas obras a partir de camadas, colagens e padrões. Círculos, arabescos e cores vibrantes criam composições que lembram carnaval, natureza e ritmo. Elementos que dialogam com a estética e a energia da Bahia.

A exposição “100 sóis” reúne diferentes fases da artista e inclui trabalhos pensados especialmente para esse contexto, como obras que dialogam diretamente com suas referências culturais.

Do outro lado da rua, Vik Muniz está no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, com a ampla exposição “A Olho Nu”. O que vemos na parede é uma fotografia, mas por trás dela existe uma construção manual e minuciosa, que nos leva a reflexão sobre imagem, valor e percepção.

Vik constrói imagens com materiais inusitados: lixo, miniaturas e até chocolate!

Ter acesso gratuito a essas obras, em Salvador, é fascinante! E não é algo simples de fazer: envolve curadoria, logística, investimento e articulação global. Um movimento que posiciona a Bahia como protagonista no circuito cultural.

Um convite para viver a arte de perto e reconhecer a potência da nossa terra.

Além dos artistas contemporâneos que retratam o Carnaval em músicas, fotos, vídeos e tecidos, estão aqueles que registraram e eternizaram este movimento popular em telas conhecidas mundialmente.

Carybé
Imortalizou o Carnaval da Bahia com traços ágeis. Registrou trios elétricos, blocos afro, corpos em movimento e a grandiosidade ritualística da festa de rua.

Tarsila do Amaral
Registrou a festa com cores tropicais, geometrização e símbolos da brasilidade moderna. O Carnaval aparece como
paisagem urbana popular, misturando modernismo e identidade nacional.

DiCavalcanti
Um dos pintores mais associados ao Carnaval. Cenas de samba, rodas e bailes populares que traduzem o espírito festivo da cultura brasileira, como identidade e celebração.

Candido Portinari
Embora o Carnaval não seja o tema mais emblemático de Portinari, ele atravessa sua obra quando retrata festas populares e bailes como expressões da vida coletiva brasileira.

Heitor dos Prazeres
Sambista, compositor, participante ativo das primeiras escolas de samba do Rio. Pintava o que conhecia no corpo e retratou o Carnaval a partir de dentro, com cores vibrantes e cenas populares cheias de ritmo.

Artistas visuais, poetas da música, observadores da vida, que colocam o enredo dos bastidores no centro e mostram o Carnaval muito além da folia: na história e cotidiano de tanta gente.

Goya Lopes
Designer e artista plástica. Uma das pioneiras a valorizar e traduzir a cultura afro-baiana em estampas e objetos. No Carnaval, sua obra inspira ao vestir identidade e história, levando símbolos ancestrais para a rua e para o cotidiano.

Alberto Pitta
Artista visual e figurinista, referência na construção de uma estética afro-brasileira no Carnaval da Bahia. Seu trabalho com tecidos e estampas transforma o corpo em território de memória, ancestralidade e afirmação cultural, fazendo da festa um espaço político e simbólico.

Beatriz Milhazes
Artista plástica reconhecida por composições vibrantes e ornamentais, marcadas por cor, ritmo e repetição. Sua obra dialoga diretamente com o imaginário do Carnaval pela exuberância visual e pela celebração do excesso, evocando movimento, alegria e a pulsação festiva da cultura brasileira.

Bárbara Wagner
Artista visual e cineasta que investiga performance e cultura popular. O Carnaval surge em seu trabalho como linguagem coletiva, onde corpo, música e imagem revelam tensões sociais e potência estética.

Rimon Guimarães
Artista e designer ligado à criação visual do Carnaval, com atuação em figurinos, estampas e identidades gráficas. Seu trabalho parte de grafismos afro-brasileiros e do corpo em movimento, afirmando pertencimento, ancestralidade e celebração coletiva.

Lita Cerqueira
Fotógrafa e documentarista com trajetória ligada às manifestações populares do Brasil. No Carnaval, registra a festa a partir da vivência direta, captando rituais, corpos, fé e bastidores. Sua obra transforma o efêmero em memória viva, revelando a dimensão simbólica e ancestral do Carnaval.

Russo Passapusso
Cantor e compositor, uma das vozes centrais do Carnaval contemporâneo. À frente do grupo musical BaianaSystem, constrói uma relação orgânica com a rua, unindo percussão, eletrônico e posicionamento social. Vive o Carnaval como espaço de expressão coletiva, resistência e reinvenção cultural.