A República Dominicana ocupa a maior parte da ilha de Hispaniola, no Caribe, compartilhada com o Haiti. Entre o azul intenso do mar, a cultura do cacau, do café e os mercados de artesãos, encontramos uma riqueza que vai muito além da paisagem: a identidade e a história de um povo.

Pertencimento e diversidade
Um dos símbolos mais marcantes da cultura são as bonecas sem traços definidos. Elas representam a diversidade do país e a união de diferentes origens que formaram sua população: povos indígenas taínos, africanos e espanhóis.

A natureza e o artesanato
O artesanato também revela a relação profunda dos dominicanos com a natureza: peixes, flamingos, galos, fibras naturais e objetos em palha aparecem em diferentes peças, mostrando como a natureza e o cotidiano inspiram a produção artesanal.

Há ainda o larimar, encontrada praticamente apenas na República Dominicana, uma pedra azul cuja cor remete ao mar do Caribe e que se tornou um dos maiores símbolos do país.

O cacau e o café também fazem parte dessa narrativa cultural. Além de produtos agrícolas, representam tradição, saberes passados entre gerações e oportunidades de trabalho para milhares de famílias.

E é isso que cativa o Mandarina: toda cultura que se mantém viva através do seu povo.

Já associamos o artesanato da Bahia ao do México diversas vezes, pelas cores, materiais e formas. As semelhanças entre essas tradições artesanais são marcantes e revelam afinidades culturais que atravessam fronteiras. Foi essa conexão que deu origem à exposição “Tramas y fibras: Tejidos y trenzados tradicionales de Bahía, Brasil”, no Museo Nacional de Culturas Populares, na Cidade do México.

Para o Instituto Mandarina, essa conquista tem um significado ainda mais especial. A exposição foi realizada pelos grandes curadores Rodrigo Lyra e Juci Reis, pessoas que compartilham conosco o compromisso com a valorização da cultura popular, dos patrimônios vivos e dos conhecimentos tradicionais brasileiros.

Ver esse trabalho ganhar projeção internacional reafirma a importância de iniciativas que aproximam comunidades, fortalecem mestres e artesãos e promovem o reconhecimento da riqueza cultural da Bahia em outros países.

A Bahia em destaque na Cidade do México
Integrando a programação da Noche de Museos, promovida pela Secretaria de Cultura da Cidade do México, a exposição conta com cerca de 40 peças produzidas por artesãs de 17 municípios baianos. Entre os trabalhos expostos estão utilitários, colares, itens decorativos, cestos e bolsas, produzidos com fibras naturais como sisal e algodão.

Além da exposição, a programação incluiu oficinas e encontros entre artesãs brasileiras e mexicanas, promovendo a troca de experiências sobre materiais, técnicas e processos criativos. Um intercâmbio que fortalece um aspecto essencial da cultura popular: o conhecimento cresce quando é compartilhado.

Um motivo de orgulho para o Instituto Mandarina
No Instituto Mandarina, acompanhamos e admiramos o trabalho de Rodrigo Lyra e Juci Reis. Ver uma iniciativa conduzida por eles ocupar um espaço de destaque em um dos mais importantes museus dedicados às culturas populares do mundo é motivo de celebração.

Aproveitamos para relembrar o reel que fizemos com Juci Reis (Flotar), diretamente do Museu de Arte Popular do México, onde ela nos contou exatamente sobre características dos artesanatos mexicanos e semelhanças com o artesanato da Bahia. Clique aqui para assistir.

Mais uma prova de que o patrimônio cultural brasileiro dialoga com o mundo, podendo inspirar novos encontros e ampliar o reconhecimento dos mestres e artesãs que mantêm essas tradições vivas. Preservar o patrimônio cultural é também criar oportunidades para que ele mantenha-se vivo através das novas gerações.

Veja outras publicações da série O que a Bahia tem e o México tem também:

Divulgamos em nosso Instagram, o  encontro “Mulheres: sonhos possíveis, sonhos futuros” que foi realizado em São Paulo pelo Instituto Foz com a parceria com o Instituto Mandarina. Um evento aberto ao público, gratuito, que reuniu mulheres influentes para  compartilhar reflexões e experiências inspiradoras, entre elas, esteve Marina Silva, somando sua voz às discussões sobre transformação social e futuros possíveis para mais mulheres.

Envolvidos pelo tema do encontro, nos inspiramos a compartilhar 3 projetos sociais que contribuem para a autonomia financeira de mulheres. O terceiro deles contou com o nosso apoio e temos o maior orgulho de fazer parte dessa trajetória.

Nós no Crochê – www.nosdocroche.com.br
Criado em 2019, atua com mulheres da Rocinha (RJ), promovendo capacitação profissional por meio do crochê, gerando oportunidades de renda. A comercialização das peças confeccionadas pelas artesãs contribui para a autonomia financeira delas, inclusão social e valorização do trabalho manual, construindo uma rede de apoio que amplia perspectivas.

Rede Asta – www.redeasta.com.br
Fundada em 2005, atua em todo Brasil fortalecendo o empreendedorismo feminino por meio de formações, valorização da produção artesanal, acesso a mercados e redes de apoio. Um ecossistema que contribui para
a autonomia financeira e desenvolvimento das economias locais. Ao longo de sua trajetória,
a Rede Asta já impactou mais de 30 mil pessoas, ajudando na redução das desigualdades sociais.

Mão na Massa – www.projetomaonamassa.org.br
A iniciativa surgiu em 2007, capacitando mulheres em situação de vulnerabilidade social para atuar na área da construção civil. Através da formação técnica, elas desenvolvem a autoestima e se veem de frente com novas oportunidades de trabalho. Já são mais de 1.600 mulheres formadas pelo projeto, que o Instituto Mandarina teve a alegria de apoiar, reforçando seu compromisso com ações de inclusão e impacto social positivo.