As Obras Sociais Irmã Dulce são muito conhecidas pelo trabalho de filantropia e assistência à idosos, pessoas doentes e em situação de rua, mas você sabia que também existe um grande trabalho de incentivo ao empreendedorismo e geração de renda com produtos sociais?

É através de duas frentes que isso acontece:


O Centro de Panificação Santa Dulce, uma das maiores panificadoras do Brasil e o projeto do Centro Educacional Santo Antônio (CESA) com artesanatos, que o Instituto Mandarina descobriu e percebeu como esse trabalho e o nosso se entrelaçam e podem caminhar juntos.


Fomos conhecer o espaço, os aprendizes e seus instrutores. Apoiamos turmas e investimos em peças produzidas através do projeto para presentear colaboradores em ambientes corporativos. Gerando renda e fazendo ponte entre produtos sociais e empresas, como uma forma de abrir portas para mais oportunidades.

Veja algumas das peças produzidas estavam expostas na noite de premiação da “Empresas DuBem”, a qual o Instituto Mandarina foi convidado e recebeu o prêmio.




Irmã Dulce deixou o seu legado de bondade, mas, também, de autonomia.

O colar de mesa é um acessório que ajuda a compor o ambiente, adicionando volume, textura e charme. É feito artesanalmente com o uso de diversos materiais, como contas, madeira, cerâmica sementes e linhas.

Apesar do nome, esse acessório pode sair da mesa para decorar a parede, criando movimento, ou vasos de plantas dando um toque especial.

Fizemos a curadoria de alguns modelos para inspirar você!

Pra fechar com chave de ouro, algumas das peças que encontramos em Maragogipinho, na Bahia.

A arte popular é um tema de forte expressão estética, mas, antes de tudo, é guardiã das raízes de uma região e de seu povo. É a manifestação de identidades e o reconhecimento étnico que imprime um valor patrimonial imensurável.

Além do valor sociocultural, a atividade possui relevante valor econômico e é responsável pela geração de renda de milhares de famílias e trabalhadores. Bordados, carpintaria, cerâmica, cestaria, costura, papietagem, renda, tapeçaria, tecelagem, entre outras tipologias, unem tradição e inovação, numa intrincada rede de influências e origens.

O Instituto Mandarina viajou por muitos lugares da Bahia para ver de perto a sua produção artesanal e conhecer a comunidade de profissionais que ali trabalham mantendo viva esse bem material e cultural do nosso país. Vem com a gente nesse tour!

Baía de todos-os-santos – Tradição da cerâmica Aratu e da miscigenação cultural, por mãos afro-brasileiras, aqui são produzidas rendas de bilro, bordados em richelieu, cerâmicas moldadas a mão e miniaturas de saveiros. Com o maior centro oleiro de cerâmica utilitária da América Latina, Maragogipinho.

Litoral Norte – Marisqueiras e pescadores transformam a palha da piaçava em esteiras e bolsas multicoloridas que contrastam com a cerâmica de Rio Real. O bordado em redendel de Inhambupe e renda de bilro de Dias D’ávila trazem a delicadeza das mãos femininas.

Chapada Diamantina – Nascidas da corrida pelo ouro e diamante, cidades tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional mantêm tradições como o crivo rústico de Rio de Contas. Em Andaraí, o colorido da Festa do Divino se traduz em bordados multicoloridos, fé que se expressa também pelas mãos de seus mestres santeiros. Pedras se tornam preciosas pelo trabalho dos lapidadores e escultores. Morro do Chapéu representa a beleza de sua flora em sofisticados fuxicos de retalhos.

Norte da Bahia – À margem do Rio São Francisco, artistas traduzem a beleza árida da caatinga em produtos do cotidiano. A palmeira do licuri simboliza a força, matéria-prima de trançados variados e alimento das araras azuis. Mulheres guerreiras, da cadeia do sisal, unem cânticos à produção artesanal. Redes de dormir embalam a tradição indígena. A culinária guarda o sabor especial das panelas de barro moldadas a mão e queimadas em fornos de telhas.

Costa do Dendê – Praias e ilhas cercadas por manguezais e a Mata Atlântica com balneários multiculturais e comunidades quilombolas que a partir das palmeiras, como o dendê, a piaçava e o coco-da-baía, produzem biojoias e trançados afro-baianos. A fertilidade do Vale do Rio Jiquiriçá proporciona os trançados em fibra de bananeira e cipó e, mais ao sertão, revela a cerâmica utilitária de Itatim e dos trançados em fibra de licuri em Santa Terezinha e Iaçu.

Costa do Cacau – Histórias e tradições expressadas através de santeiros barrocos, que moldam argila, bordadeiras e bonequeiras, reproduzem a fauna e a flora, como o mascote da região, o mico-leão-dourado. São João da Panelinha reúne artistas que aproveitam os recursos da Mata Atlântica de forma sustentável, produzindo artefatos utilitários com cocos e madeiras.

Costa do Descobrimento – Multicultural e internacional, diversos artesanatos convivem com a resistência e cultura indígena, pataxó, adornos corporais com sementes, instrumentos musicais e objetos do cotidiano, influenciando também o interior da região, que emprega matérias-primas nativas em composições contemporâneas.

Sudoeste – A cultura do algodão, na agricultura familiar e sua produção doméstica, da plantação da semente à tecelagem, passando pelo bordado e pelo macramê. Bordados e rendas lembram a produção artesanal dos sequilhos e biscoitos. Moringas e panelas produzidas em Condeúba são usadas na cozinha regional. Finos trançados de ginete em Boa Nova tornam mais floridas as tramas regionais.

Oeste – Os buritis, a romaria de Bom Jesus da Lapa e a beleza da cidade de Barra, unidas pelo Rio São Francisco, revelam trançados de fibras e cerâmicas figurativas, que expressam a fé. As figuras de proa das embarcações do Velho Chico, as carrancas do Mestre Guarany, representam a cultura ribeirinha, que emprega potes e moringas de produção regional para armazenamento da água. As cantigas das festas estão também presentes nos bordados multicoloridos do município de Santa Rita de Cássia.