Os artesanatos de Mérida refletem principalmente a cultura maia e a mistura indígena-espanhola que marcou a região. Dentre tantos artesanatos característicos, estão os bordados coloridos feitos à mão e mantidos principalmente por mulheres maias há mais de cinco séculos, transmitidos de geração em geração. As redes de dormir (hamacas) e as camisas masculinas tradicionais (guayabera), usadas como traje formal, em eventos e cerimônias.

Pesquisamos e registramos imagens para inspirar e homenagear os povos originários.

No Brasil, indígenas trabalham fibras naturais produzindo cestos. Na Península de Yucatán, no México, a fibra retirada do agave também atravessa séculos de história.

Entre natureza e cultura, nasce uma tradição que ainda hoje se entrelaça na vida cotidiana.

Muito antes da colonização, os Povos Maias já dominavam o trabalho com o henequén (fibra natural conhecida como sisal). De suas folhas surgiam cordas, trançados e utilitários do dia a dia. Um conhecimento preservado e transmitido de geração
para geração.

Com a chegada dos espanhóis, esse saber ancestral foi transformado em produção em grande escala nas “haciendas”, fornecendo cordas para navegação e no comércio. Atualmente, esses locais estão abandonados ou transformados em museus ou locais de eventos.

Por trás dessa riqueza, existiram histórias de exploração e trabalho forçado de comunidades indígenas.

Ainda assim, o conhecimento permaneceu. O trabalho com fibras naturais atravessou o tempo e inspirou uma diversidade de trançados, objetos e peças artesanais.

O Instituto Mandarina nasceu na Bahia e parte desse estado territorial e de espírito para observar o mundo. Dessa vez fomos a Machu Picchu, no Peru, e, como linha condutora do nosso trabalho, mergulhamos no artesanato da região: guardiã da sabedoria ancestral.

Machu Picchu é um lindo cenário de ancestralidade…

Sua história, arquitetura, artesanato e cultura popular.

Uma iniciativa nos chamou atenção: a plataforma Ruraqmaki.pe reúne diversas lojas virtuais da região com o objetivo de aproximar os coletivos de artesãos tradicionais das possibilidades que a tecnologia oferece para a inclusão socioeconômica, de forma independente e autônoma.

De peças coloridas e populares a trabalhos mais sóbrios e sofisticados, surgem criações únicas e parte de uma cultura milenar. A maioria é feita com tecidos e bordados produzidos a partir da pelagem dos camelídeos andinos, incluindo as lhamas.

Assim como a Bahia, muitas cores, forte presença da cerâmica e uma cultura musical marcante.