Há mais de 200 anos, a Feira dos Caxixis acontece em Nazaré, durante a Semana Santa, reunindo cultura, arte e história. Ainda no século XVIII, artesãos de Maragogipinho produziam utensílios de barro e atravessavam o rio para vender suas peças na cidade, que já era um importante centro comercial e religioso da região.

Com o tempo, a simples venda de utilidades se transformou em um grande encontro, atraindo visitantes e incorporando música, gastronomia e manifestações culturais
do Recôncavo Baiano.

Mais que um evento, é um patrimônio cultural da Bahia. Confira a legenda pra saber mais sobre a programação e fazer parte dessa tradição.

Já imaginou visitar, no mesmo dia, duas exposições de artistas brasileiros com reconhecimento internacional, em museus bem próximos um do outro, em Salvador? Foi isso que aconteceu.

No Museu de Arte da Bahia, a exposição de uma das artistas brasileiras mais valorizadas no mundo! Beatriz Milhazes constrói suas obras a partir de camadas, colagens e padrões. Círculos, arabescos e cores vibrantes criam composições que lembram carnaval, natureza e ritmo. Elementos que dialogam com a estética e a energia da Bahia.

A exposição “100 sóis” reúne diferentes fases da artista e inclui trabalhos pensados especialmente para esse contexto, como obras que dialogam diretamente com suas referências culturais.

Do outro lado da rua, Vik Muniz está no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, com a ampla exposição “A Olho Nu”. O que vemos na parede é uma fotografia, mas por trás dela existe uma construção manual e minuciosa, que nos leva a reflexão sobre imagem, valor e percepção.

Vik constrói imagens com materiais inusitados: lixo, miniaturas e até chocolate!

Ter acesso gratuito a essas obras, em Salvador, é fascinante! E não é algo simples de fazer: envolve curadoria, logística, investimento e articulação global. Um movimento que posiciona a Bahia como protagonista no circuito cultural.

Um convite para viver a arte de perto e reconhecer a potência da nossa terra.

Os artesanatos de Mérida refletem principalmente a cultura maia e a mistura indígena-espanhola que marcou a região. Dentre tantos artesanatos característicos, estão os bordados coloridos feitos à mão e mantidos principalmente por mulheres maias há mais de cinco séculos, transmitidos de geração em geração. As redes de dormir (hamacas) e as camisas masculinas tradicionais (guayabera), usadas como traje formal, em eventos e cerimônias.

Pesquisamos e registramos imagens para inspirar e homenagear os povos originários.