Os artesanatos de Mérida refletem principalmente a cultura maia e a mistura indígena-espanhola que marcou a região. Dentre tantos artesanatos característicos, estão os bordados coloridos feitos à mão e mantidos principalmente por mulheres maias há mais de cinco séculos, transmitidos de geração em geração. As redes de dormir (hamacas) e as camisas masculinas tradicionais (guayabera), usadas como traje formal, em eventos e cerimônias.

Pesquisamos e registramos imagens para inspirar e homenagear os povos originários.

No Brasil, indígenas trabalham fibras naturais produzindo cestos. Na Península de Yucatán, no México, a fibra retirada do agave também atravessa séculos de história.

Entre natureza e cultura, nasce uma tradição que ainda hoje se entrelaça na vida cotidiana.

Muito antes da colonização, os Povos Maias já dominavam o trabalho com o henequén (fibra natural conhecida como sisal). De suas folhas surgiam cordas, trançados e utilitários do dia a dia. Um conhecimento preservado e transmitido de geração
para geração.

Com a chegada dos espanhóis, esse saber ancestral foi transformado em produção em grande escala nas “haciendas”, fornecendo cordas para navegação e no comércio. Atualmente, esses locais estão abandonados ou transformados em museus ou locais de eventos.

Por trás dessa riqueza, existiram histórias de exploração e trabalho forçado de comunidades indígenas.

Ainda assim, o conhecimento permaneceu. O trabalho com fibras naturais atravessou o tempo e inspirou uma diversidade de trançados, objetos e peças artesanais.

Além dos artistas contemporâneos que retratam o Carnaval em músicas, fotos, vídeos e tecidos, estão aqueles que registraram e eternizaram este movimento popular em telas conhecidas mundialmente.

Carybé
Imortalizou o Carnaval da Bahia com traços ágeis. Registrou trios elétricos, blocos afro, corpos em movimento e a grandiosidade ritualística da festa de rua.

Tarsila do Amaral
Registrou a festa com cores tropicais, geometrização e símbolos da brasilidade moderna. O Carnaval aparece como
paisagem urbana popular, misturando modernismo e identidade nacional.

DiCavalcanti
Um dos pintores mais associados ao Carnaval. Cenas de samba, rodas e bailes populares que traduzem o espírito festivo da cultura brasileira, como identidade e celebração.

Candido Portinari
Embora o Carnaval não seja o tema mais emblemático de Portinari, ele atravessa sua obra quando retrata festas populares e bailes como expressões da vida coletiva brasileira.

Heitor dos Prazeres
Sambista, compositor, participante ativo das primeiras escolas de samba do Rio. Pintava o que conhecia no corpo e retratou o Carnaval a partir de dentro, com cores vibrantes e cenas populares cheias de ritmo.