Artistas visuais, poetas da música, observadores da vida, que colocam o enredo dos bastidores no centro e mostram o Carnaval muito além da folia: na história e cotidiano de tanta gente.

Goya Lopes
Designer e artista plástica. Uma das pioneiras a valorizar e traduzir a cultura afro-baiana em estampas e objetos. No Carnaval, sua obra inspira ao vestir identidade e história, levando símbolos ancestrais para a rua e para o cotidiano.

Alberto Pitta
Artista visual e figurinista, referência na construção de uma estética afro-brasileira no Carnaval da Bahia. Seu trabalho com tecidos e estampas transforma o corpo em território de memória, ancestralidade e afirmação cultural, fazendo da festa um espaço político e simbólico.

Beatriz Milhazes
Artista plástica reconhecida por composições vibrantes e ornamentais, marcadas por cor, ritmo e repetição. Sua obra dialoga diretamente com o imaginário do Carnaval pela exuberância visual e pela celebração do excesso, evocando movimento, alegria e a pulsação festiva da cultura brasileira.

Bárbara Wagner
Artista visual e cineasta que investiga performance e cultura popular. O Carnaval surge em seu trabalho como linguagem coletiva, onde corpo, música e imagem revelam tensões sociais e potência estética.

Rimon Guimarães
Artista e designer ligado à criação visual do Carnaval, com atuação em figurinos, estampas e identidades gráficas. Seu trabalho parte de grafismos afro-brasileiros e do corpo em movimento, afirmando pertencimento, ancestralidade e celebração coletiva.

Lita Cerqueira
Fotógrafa e documentarista com trajetória ligada às manifestações populares do Brasil. No Carnaval, registra a festa a partir da vivência direta, captando rituais, corpos, fé e bastidores. Sua obra transforma o efêmero em memória viva, revelando a dimensão simbólica e ancestral do Carnaval.

Russo Passapusso
Cantor e compositor, uma das vozes centrais do Carnaval contemporâneo. À frente do grupo musical BaianaSystem, constrói uma relação orgânica com a rua, unindo percussão, eletrônico e posicionamento social. Vive o Carnaval como espaço de expressão coletiva, resistência e reinvenção cultural.

No início do século XX, pescadores realizavam ofertas ao mar como pedido de proteção para a pesca. Esses presentes eram lançados nas águas em reconhecimento à força do oceano e garantia de sustento. Com o tempo, essa prática passou a ser associada a Iemanjá e ao Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, consolidando o sincretismo religioso e a cultura popular brasileira.

O dia 2 de fevereiro se tornou uma data que movimenta praias, mercados e rituais, unindo devoção, arte e economia local. Até algumas marcas nacionais desenvolvem produtos inspirados na celebração…

mas o nosso olhar está voltado mesmo para as marcas locais. Aquelas que nascem no território, respeitam a cultura e criam produtos especiais com cuidado e pertencimento.

@voceamara / @blackpim.original

@mirandaestudio

@anima.macrame / @lr.atelier

Porque valorizar esta data é reconhecer também quem transforma tradição em trabalho, renda e continuidade cultural.

Imagens: Reprodução.

O Instituto Mandarina nasceu na Bahia e parte desse estado territorial e de espírito para observar o mundo. Dessa vez fomos a Machu Picchu, no Peru, e, como linha condutora do nosso trabalho, mergulhamos no artesanato da região: guardiã da sabedoria ancestral.

Machu Picchu é um lindo cenário de ancestralidade…

Sua história, arquitetura, artesanato e cultura popular.

Uma iniciativa nos chamou atenção: a plataforma Ruraqmaki.pe reúne diversas lojas virtuais da região com o objetivo de aproximar os coletivos de artesãos tradicionais das possibilidades que a tecnologia oferece para a inclusão socioeconômica, de forma independente e autônoma.

De peças coloridas e populares a trabalhos mais sóbrios e sofisticados, surgem criações únicas e parte de uma cultura milenar. A maioria é feita com tecidos e bordados produzidos a partir da pelagem dos camelídeos andinos, incluindo as lhamas.

Assim como a Bahia, muitas cores, forte presença da cerâmica e uma cultura musical marcante.